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Dez sinais que mostram que sua empresa está crescendo

Abrir uma empresa é entrar numa aventura. Fora a paciência exigida para aturar os 119 dias que um empresário leva, em média, para formalizar a papelada no Brasil – o que torna o país um dos mais lentos do mundo nesse sentido –, o desafio é construir um negócio sólido e que prove que tem condições de contrariar os indicadores comuns – a grande maioria das novas empresas brasileiras não passa do segundo ano de vida.

 
Superada esta fase, o empreendedor pode imaginar que o mais difícil já passou. Ilusão de marinheiro de primeira viagem. Tão complicado quanto administrar um negócio que está começando é gerenciar uma empresa que está crescendo. Nesta etapa, alguns processos internos e administrativos precisam ser completamente reestruturados.
 
O empresário também precisa ter humildade e discernimento e deve buscar se estruturar em termos de processos, pessoas, tecnologia e infraestrutura para pegar carona na “calda do cometa” e aproveitar a oportunidade de crescer.
 
Existem indícios, alguns pouco e outros muito perceptíveis, que revelam que a empresa está em pleno crescimento. Com a ajuda de Flávia Kurth, diretora executiva da unidade catarinense da Véli Soluções em RH, listamos dez sinais que ilustram essa situação – e mostramos como lidar com cada um deles.
 
1. Crise de identidade
 
É natural que uma empresa nasça com a cara de seu fundador. É seguindo seus princípios, valores e métodos que ela cresce e se fortalece. O dono de uma empresa pequena consegue criar uma identidade que é percebida em todas e cada uma das pessoas de sua equipe. Junto com o crescimento, no entanto, podem vir ações e comportamentos em pessoas da empresa que não são coerentes com aquela identidade inicial. O jeito de fazer as coisas muda e o mercado percebe. Esse é o perigo.
 
De acordo com Flávia, no crescimento, a equipe de gestão de pessoas, as lideranças e o empresário precisam unir forças no sentido de deixar bem claro e multiplicar internamente qual a visão, a missão, os valores e os objetivos do negócio. Além de nortear o comportamento e as ações da atual equipe, essas definições ajudam também novos colaboradores.
 
Também é preciso garantir que os colaboradores perpetuem as características da identidade da empresa que promoveram seu sucesso - ou aqueles traços da identidade que a fizeram chegar tão longe devem ser perpetuados pelos antigos e novos colaboradores.
 
“Se, por exemplo, o padrão de atendimento da empresa praticado até então é um dos motivos de seu sucesso e crescimento, então este estilo de atender não pode ser perdido e deve ser cuidado e ensinado a cada novo integrante da equipe de linha de frente”, diz Flávia.
 
2. O espaço está apertado
 
Este talvez seja um dos sinais mais visíveis do crescimento de uma empresa: a falta de espaço. Salas ou imóveis apertados onde mesas, móveis e pessoas disputam cada metro quadrado denunciam que a infraestrutura física já não suporta a operação. Pior: isso pode até mesmo comprometer a qualidade do atendimento, trazendo prejuízos muitas vezes irreversíveis.
 
O tamanho do espaço precisa ser proporcional ao tamanho da operação do negócio – no presente ou já planejando o futuro. Isso não quer dizer simplesmente um ambiente maior. “Além de confortável, a infraestrutura física precisa prever layouts funcionais, que permitam que as atividades sejam feitas com mais agilidade”, recomenda Flávia.
 
3. Necessidade de aumentar a equipe
 
É inevitável. O crescimento dos negócios exige reforço na mão de obra para atender a demanda do mercado. Mas mais do que simplesmente abrir a temporada de contratações, a empresa precisa demonstrar sua capacidade de atrair pessoas.
 
“Deve-se estar antenado às novidades do mercado e saber exatamente quem se quer trazer”, ensina Flávia. Salários, planos de carreira, treinamentos e possibilidades de crescimento, quando oferecidos, já fazem com que os profissionais passem a enxergar com outros olhos a possibilidade de trabalhar na sua empresa.
 
4. Demanda por tecnologia
 
Anotações em papel e planilhas de custos e fluxo de caixa em Excel, apesar de não serem o ideal, podem quebrar um galho num primeiro momento. Mas quando ferramentas tão simples se mostram insuficientes para administrar um negócio, ou não geram as informações necessárias, é sinal de que a empresa precisa partir para a informatização.
 
Há centenas de softwares de gestão disponíveis no mercado, para todos os segmentos. Uma boa pesquisa ajuda a identificar opções acessíveis, já que sistemas de informática costumam ser caros – o empresário normalmente se espanta com os custos.
 
“Soluções tecnológicas, além de padronizarem processos, apontam indicadores que mostram por qual caminho a empresa deve seguir. Isso, além de contribuir para a profissionalização do negócio, também permite que o empresário trace metas e faça seu planejamento”, destaca Flávia.
 
5. O mercado local ficou pequeno
 
No início, o mercado local possui um grande potencial. As oportunidades de negócio, no entanto, vão se tornando cada vez mais escassas com o passar do tempo, porque a empresa já absorveu boa parte da demanda.
 
Este é um sinal de que um empreendimento pode passar a considerar a abertura de filiais em outras cidades e estados, vender seus produtos e serviços para o exterior e até mesmo firmar parcerias estratégicas que levem seu nome a novos mercados.
 
6. O dono não consegue mais administrar todas as decisões
 
Não dá para abraçar o mundo. Chegará um momento em que a operação de um negócio estará complexa demais para que apenas uma pessoa tome a frente de tudo. Para líderes e fundadores, esta é uma das fases mais complicadas: a do desapego.
 
Invariavelmente, líderes intermediários deverão ser nomeados, já que a centralização do comando pode deixar processos mais burocráticos e lentos. “O timing de decisão de uma empresa não pode crescer proporcionalmente ao seu próprio crescimento. É preciso delegar poder para que o processo decisório não fique moroso ao ponto de atrapalhar a operação”, sugere Flávia.
 
Para a especialista, o fundador vai deixar de saber tudo em detalhes. Ele vai ter que delegar funções e confiar em outras pessoas.
 
7. Os colaboradores não se conhecem mais
 
Em empresas pequenas, é normal que todos os colaboradores se conheçam e, inclusive, levem o contato da vida profissional para a pessoal – muitos são amigos fora do ambiente de trabalho.
 
Mas quando a equipe aumenta, em função do crescimento do negócio, fica difícil manter esse tipo de contato. Por isso, é importante que a empresa proporcione a integração das pessoas, para que elas se sintam mais à vontade e até mesmo para reforçar a cultura organizacional.
 
Realizar convenções de vendas, happy-hours e ações e comemorações em datas festivas, como Dia das Mães, Natal e Páscoa, ajudam a estreitar esses laços, sugere Flávia.
 
8. Sua empresa está mais conhecida. E também mais exposta
 
Empresas em fase crescente tendem a ficar mais conhecidas no mercado. Isso vale tanto para quem tem como público-alvo o consumidor final quanto para aquelas que lidam com outras empresas.
 
O sucesso ajuda a propagar a marca, o que pode render mais vendas e novas oportunidades. Por outro lado, a empresa estará mais exposta e sujeita a avaliações e julgamentos. Sua imagem está em jogo, e ela precisa aprender a lidar com isso – principalmente com possíveis clientes insatisfeitos, que muitas vezes não fazem questão nenhuma de serem educados em suas críticas.
 
Casos de mau atendimento, discussões e bate-boca da empresas com clientes em espaços públicos (como acontece em redes sociais, por exemplo) são mais frequentes do que o tolerável. “A empresa precisa estar preparada para gerenciar esses tipos de crise, com resposta rápida e transparente, mas sem perder a elegância. É preciso buscar entender o comportamento do consumidor”, recomenda Flávia.
 
9. A concorrência está de olho em você
 
O êxito desperta a atenção da vizinhança. Por isso, não estranhe se concorrentes começarem a sondar a sua empresa – direta ou indiretamente. Este é um sinal evidente que o seu negócio está começando a “incomodar”.
 
O importante é não desdenhar ou negligenciar o mercado por causa do crescimento, aponta Flávia. Para a especialista, não há motivo para criar animosidades com os concorrentes. Pelo contrário. Há casos em que troca de informações pode beneficiar a todos, gerando uma sinergia de negócios. “Com habilidade, é possível e saudável transformar um concorrente incômodo em um aliado de negócio”, diz ela.
 
10. A operação ficou mais cara
 
Empreendimentos de menor porte têm acesso a sistemas diferenciados de tributação – o Simples Nacional é um deles. Em outras palavras, pagam menos impostos. Isso, porém, se estende a uma faixa limite de faturamento. Depois que ela é rompida, as empresas perdem direito aos benefícios.
 
A partir desse momento, a operação tende a ficar mais onerosa e complexa em função do aumento da carga de impostos. Por isso a importância de realizar um planejamento tributário. “É essa ferramenta que vai determinar, a partir de práticas legais, como a empresa pode pagar menos impostos”, lembra Flávia.

 

 
   
     
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